Recordo el dia que vam marxar

aquell neguit bramant com una fera.

Era un 7 d’abril, recordo la fal·lera

tallant el fil, sense mirar enrere.

Recordo la teva mirada juganera,

recordo fondre’m com una glacera,

la borratxera d’un camí agredolç

on tots som pols i polseguera.

I com la cendra tots som fills de la foguera,

som espurnes voleiant en espiral,

som petits fanals fent un camí

que tothom fa descalç.

 

Tots som iguals, tots som diferents,

som queixals i dents mossegant la vida.

Jo aprenc de tu i tu aprens de mi,

viure és compartir,

és un camí que tothom fa descalç.

 

Portem el dol d’una amistat sincera,

un adéu sempre és una quimera.

Recordo la primera llum del sol,

arrenca el vol i ens allibera.

És consellera la teva veu,

com una ampolla a la ribera 

amb un missatge,

qui parla música parla el mateix llenguatge

i tots som flors d’un món salvatge.

Sense pressa per fondre’ns amb el paisatge

follarem perquè tots som animals,

som petits fanals fent un camí,

que tothom fa descalç.

 

Tots som iguals, tots som diferents,

som queixals i dents mossegant la vida.

Jo aprenc de tu i tu aprens de mi,

viure és compartir,

és un camí que tothom fa descalç.

És un camí que ens ha dut fins aquí,

enmig del paradís.

Navegant la bogeria amb en Luck 

i la dolça Elis, cantant a quatre veus

i ballant amb la natura,

gràcies amics per l’aventura.

I ens murmura l’aire amb música africana,

no té fronteres 

perquè el ritme ens agermana.

Visc a la república bananera, 

avui és catalana i afrobrasilera.

I com la cendra tots som fills de la foguera,

som espurnes voleiant en espiral,

som petits fanals fent un camí

que tothom fa descalç.

Tots som iguals, tots som diferents,

som queixals i dents mossegant la vida.

Jo aprenc de tu i tu aprens de mi,

viure és compartir,

és un camí que tothom fa descalç.

Lembro-me do dia em que saímos

aquela inquietação tremendo como uma besta.

Era um  7 de abril, lembro-me da euforia

cortando o fio, sem olhar para trás.

Lembro-me do seu olhar brincalhão,

lembro-me de derretir-me como uma geleira,

a embriaguez de um caminho agridoce

onde todos somos pó.

E como cinzas somos filhos da fogueira,

somos faíscas voando em espiral,

somos pequenas lâmpadas de rua fazendo um caminho,

que todo mundo faz com os pés descalços.

 

Todos somos iguais, somos todos diferentes,

somos dentes mordendo a vida.

Eu aprendo de você e você aprende de mim,

viver é compartilhar,

é um caminho que todos fazem com os pés descalços.

 

Nós carregamos o luto de uma amizade sincera,

um adeus é sempre uma quimera.

Lembro-me da primeira luz do sol,

o vôo começa e nos liberta.

Sua voz é conselheira,

como uma garrafa no beirada

com uma mensagem,

quem fala música fala a mesma linguagem

e somos todos flores de um mundo selvagem.

Sem pressa para imitar-nos com a paisagem

vamos tranzar porque todos somos animais,

somos pequenas lâmpadas de rua fazendo um caminho,

que todo mundo faz com os pés descalços.

 

Todos somos iguais, somos todos diferentes,

somos dentes mordendo a vida.

Eu aprendo de você e você aprende de mim,

viver é compartilhar,

é um caminho que todos fazem com os pés descalços.

 

É um caminho que nos levou aqui,

no meio do paraíso

navegando a loucura com o Luck

e a doce Elis, cantando a quatro vozes

e dançando com a natureza,

obrigado amigos pela aventura.

E o ar murmura com música africana,

não tem fronteiras

porque estamos unidos por o ritmo.

Eu vivo na República da banana,

Hoje é catalana e afrobrasilera.

E como cinzas somos todos filhos da fogueira,

somos faíscas voando em espiral,

somos pequenas lâmpadas de rua fazendo um caminho,

que todo mundo faz com os pés descalços.

 

Todos somos iguais, somos todos diferentes,

somos dentes mordendo a vida.

Eu aprendo de você e você aprende de mim,

viver é compartilhar,

é um caminho que todos fazem com os pés descalços.

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