Desperta el dia a Bahia i sols

la remor serena de l’aigua que balla

parla quan la Caatinga calla. Surt el sol.

El foc a terra, el cafè de mitjó,

l'essència de la vida entre tu i jo,

del cançoner la primera cançó.

Canta suau.

 

L’alba banya suaument el “sertão”, 

del color del mango i la papaia.

Ve a acomiadar-se la canalla ens diuen, “txau”.

Que bon viatge i que marxem en pau,

entre somriures de curiositat,

jugant al riu, rentant-se el cap,

la senzillesa en la simplicitat. 

 

Não, não, não vou sofrer não, 

o mundo não da certo mais

vou ajeitar o meu jeito.

Não, não, não vou sofrer mais não

o coração tem que sair do seu peito.

 

El meu rellotge és el tic-tac del cel

i la guitarra és un camí de terra, 

despullats entre dos mons en guerra. Sense fi. 

Aigua de coco per fer-ne camí,

podem sentir la vida bategar, 

en silenci hem après a escoltar.

 

Endavant, el riu verdeja les virtuts del camp,

que fa olor de jaca i “bananera”.

Sota la cabana un home amb solera,

un cop d’ull net i clar.

Barret de cuir i ganivet en mà

diu que anem a casa que ha sobrat menjar,

que plora si els amics se’n van.

No hi ha prou casa per un cor tan gran.

 

Não, não, não vou sofrer não, 

o mundo não da certo mais

vou ajeitar o meu jeito.

Não, não, não vou sofrer mais não

o coração tem que sair do seu peito.

Odio les presses que van com van,

deixant roderes per fer-me gran,

no hi ha fronteres de sang.

Pedalant el present i el fang,

deixant enrere la veu cantant.

M’he refugiat en l’instant

atresorant pam a pam.

 

Una senyora sembra el seu encant,

grana de fajol i lluna plena.

Sóc un cargol amb la casa a l’esquena.

Ens diu que no, 

no val la pena amb aquesta calor.

Parla d’un racó per fer-hi el niu,

somriu i diu que ens hi pot dur, 

dormirem sota estrelles de “umbu”.

 

Não, não, não vou sofrer não, 

o mundo não da certo mais

vou ajeitar o meu jeito.

Não, não, não vou sofrer mais não

o coração tem que sair do seu peito.

Acorda o dia na Bahia e só

O sereno som da agua que dança 

fala quando a caatinga cala. Sobe o sol.  

Fogo no chão, café de coador

A essência da vida entre você e eu

Do cancioneiro a primeira canção

Canta suave

Suavemente o sol banha o sertão

Da cor da manga e do mamão papaia

Ao despedir-se de nós as crianças, nos dão chão

Que façam boa viagem e que sigam em paz

Entre sorrisos de curiosidade

No riu brincar e se banhar

Sento a beleza na simplicidade

 

No, no, no voy a sufrir no.

El mundo no està bien pero

puedo cambiar mi manera de ser

No, No, No voy a sufrir más. No

el corazón debe salir de tu pecho.

 

O meu relógio é o tic tac do céu

E o violão é um caminho de terra

Despojados entre mundos em guerra, sem ter fim.

Agua de coco para fazer o caminho

Nós podemos sentir a vida palpitar

Em silêncio aprendemos a escutar

 

Ando avante, o riu verdeja as virtudes de campo

Que cheira a jaca e bananeira

Sob a cabana um homem curtido 

Um olhar tão puro e claro

Chapéu de coro e facão na mão

Fala para ficar mos juntos para jantar

Que chora se os amigos vão

A casa é pequena para esse grande coração.

 

No, no, no voy a sufrir no.

El mundo no està bien pero

puedo cambiar mi manera de ser

No, No, No voy a sufrir más. No

el corazón debe salir de tu pecho.

 

Odeio as pressas como elas são

Deixando rastro para me fazer adulto

não há fronteiras de sangue

No presente pedalo a poeira

Deixando para atrás a voz cantante

Me refúgio num instante

Protegendo palmo a palmo 

 

Semeia uma senhora os seus encantes

Grão de feijão e lua cheia

Sou um caracol com a casa nas costas

E ela diz para nós que não

Não vale a pena ir nesse calor

Temos um cantinho para fazer o seu ninho

Sorrir e diz que quer nos levar

Vamos dormir embaixo estrelas de umbu

No, no, no voy a sufrir no.

El mundo no està bien pero

puedo cambiar mi manera de ser

No, No, No voy a sufrir más. No

el corazón debe salir de tu pecho.

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